sábado, 23 de setembro de 2017

Conhecendo um pouco mais sobre Santa Terezinha

Nesta semana iniciamos a novema de Santa Terezinha. Vamos conhecer um pouco mais sobre sua vida.

Santa Tereza do Menino Jesus nasceu no dia 2 de janeiro de 1873 em Alençom, baixa Normandia, na França. Desde o nascimento foi fraca e doente. Seu nome de batismo era Marie Françoise Thérèse Martin (Maria Francisca Tereza Martin). Filha de Louis Martim, relojoeiro e joalheiro, que quis ser monge na ordem de São Bernardo de Claraval, e Zélie Guérin, famosa bordadeira do ponto de Alençon.

Sua mãe faleceu quando Terezinha tinha apenas quatro anos. Por isso, a menina se apegou à sua irmã mais velha, Paulina, que passou a ser tida por ela como segunda mãe. Paulina, porém, seguindo a própria vocação, entrou para o Carmelo. Terezinha ficou muito doente causando grande preocupação em seu pai e irmãs. Um dia, porém, olhando para a imagem da Imaculada Conceição de Maria, de quem seus pais eram devotos, a Virgem sorriu para Terezinha e esta ficou curada. Desse dia em diante, Terezinha decidiu entrar para o Carmelo. Suas irmãs, que também se tornaram freiras, eram Maria, Paulina, Leônia e Celina. Seus 3 irmãos morreram muito cedo. Terezinha estudou no colégio da Abadia das monjas beneditinas de Lisieux por 5 anos.

A vida de Santa Tereza do Menino Jesus

Santa Terezinha estava decidida a entrar para a ordem das carmelitas descalças, mas como tinha apenas 14 anos, não poderia, por causa das regras da Igreja. Mas ela não desistiu. Numa viagem feita à Itália, teve a audácia de pedir autorização ao Papa Leão Xlll e este concedeu. Assim, em abril de 1888 ela entra para o Carmelo com o nome de Thérèse de I’Enfant Jesus (Tereza do Menino Jesus). Fez sua profissão religiosa em setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria, acrescentando em seu nome, Thérèse de I’Enfant Jesus Et de La Sainte Face, (Tereza do Menino Jesus e Sagrada Face).

Vida de santidade

Santa Terezinha levou a sério o caminho da perfeição escrito por sua fundadora Santa Tereza de Jesus (Santa Tereza D’Ávila). Porém, Terezinha revelou ao mundo que a perfeição e a santidade podem estar nas pequenas coisas, nos pequenos gestos e obrigações cotidianas que fazemos com amor. Ela dizia: Sigamos o caminho da simplicidade. Entreguemo-nos com todo o nosso ser ao amor. Em tudo busquemos fazer a vontade de Deus. O zelo pela salvação das pessoas devore nosso coração.

O Legado de Santa Tereza do Menino Jesus

Santa Terezinha escreveu três manuscritos a pedido de sua irmã Paulina. Esses manuscritos são sua autobiografia e foram publicados em 1898 com o título de História de uma Alma, livro que, posteriormente, veio a se tornar um dos maiores best sellers da história.

Em seus escritos, Terezinha ensina a teologia profunda da simplicidade: a pequena via. Um caminho de santidade baseado nas pequenas coisas, nos pequenos atos do cotidiano que, quando feitos com amor, produzem frutos de santidade. Ela dizia que não tinha forças para fazer as grandes obras heróicas dos santos famosos da Igreja, mas só conseguia fazer pequenas coisas. Mas nessas pequenas coisas estava o segredo de sua santidade. Pegar um alfinete caído no chão, com amor, produz fruto de santidade.

Missionária sem nunca sair do Carmelo

Santa Tereza do Menino Jesus se tornou a padroeira das missões sem nunca ter saído do Carmelo. Ela dizia: Compreendi que a igreja tinha um Coração, e que este coração ardia de Amor. Compreendi que só o Amor fazia os membros da igreja agirem, que se o Amor viesse a se apagar, os Apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os Mártires se recusariam a derramar seu sangue... Por isso, ela dizia: No coração da Igreja, serei o amor. Dizia sempre que o que conta é o amor, só o amor. É contemplar no outro a pessoa de Jesus. Para ela ser missionário não é uma questão de geografia e sim uma questão de amor.

Santa Tereza do Menino Jesus, a Santa das Rosas

Santa Terezinha ficava feliz quando jogava pétalas de rosas ao ver passar o Santíssimo Sacramento no ostensório, e também gostava de jogar flores no grande crucifixo que ficava no jardim do Carmelo. Disse antes de morrer: Vou fazer chover sobre o mundo uma chuva de rosas, dizendo assim que iria interceder a Deus, sempre por todos os povos. Por isso, na Novena de Santa Terezinha o fiel espera receber uma rosa como sinal de que seu pedido será atendido.

Falecimento de Santa Terezinha

Santa Tereza do Menino Jesus sofreu por quase 3 anos de tuberculose, que, naquela época não tinha cura. Chegou a dizer que jamais pensou que fosse capaz de sofrer tanto, mas teve paciência e fez tudo por amor, sem jamais reclamar nem murmurar. Faleceu no dia 30 de setembro de 1897, aos 24 anos. No leito de morte as monjas rezavam e anotavam tudo que ela dizia. Sua última frase foi: Não me arrependo de haver-me entregue ao amor. E com o olhar fixo no crucifixo exclamou: Meu Deus, eu te amo.Então, faleceu a jovem que depois foi chamada de a Maior Santa dos tempos modernos.

Devoção a Santa Tereza do Menino Jesus

Antes de ser canonizada Santa Tereza do Menino Jesus foi beatificada em abril de 1923. Sua canonização foi feita pelo Papa Pio Xl, em 1925 no dia 17 de maio. No ano de 1927 foi declarada Patrona Universal das Missões Católicas. Foi nomeada Padroeira Secundária da França, junto com Santa Joana D’arc. Em 1997 no centenário de sua morte, o Papa João Paulo ll, na Carta Apostólica, Divinis Amoris Scientia, a declara Doutora da Igreja por causa da sua mensagem da Infância Espiritual e da Contemplação da Face de Cristo. Seus pais, Luis Martin e Zélia Guerin, foram beatificados pela Igreja, no ano de 2008, no dia Mundial das Missões, na basílica de Lisieux, dedicada a Santa Terezinha.

Oração a Santa Tereza do Menino Jesus

Ó Santa Terezinha, branca e mimosa flor de Jesus e Maria, que embalsamais o Carmelo e o mundo inteiro com vosso suave perfume, chamai-nos e nós correremos convosco, ao encontro de Jesus, pelo caminho da renúncia, do abandono e do amor. Fazei-nos simples e dóceis, humildes e confiantes para nosso Pai do céu. Não permitais que o ofendamos com o pecado. Socorrei-nos em todos os perigos e necessidades; socorrei-nos em todas as aflições e alcançai-nos todas as graças espirituais e temporais, especialmente a graça que estamos precisando agora, (fazer o pedido). Lembrai-vos ó Santa Terezinha, que prometestes passar vosso céu fazendo o bem a terra, sem descanso, até ver completo o numero de eleitos. Cumpri em nós vossa promessa: sede nosso anjo protetor na travessia desta vida e não descanseis até que nos vejais no céu, ao vosso lado, contando as ternuras do amor misericordioso do Coração de Jesus. Amém

domingo, 17 de setembro de 2017

Perdão e o Casamento

Deus criou o relacionamento conjugal

- Uma relação única na experiência humana - Não há nenhum outro relacionamento tão íntimo e gratificante.

- O casamento nos obriga a viver com outra pessoa na mais íntima união conhecida pela humanidade.

- Essa intimidade pode ser intimidante.  Somos obrigados a revelar o nosso verdadeiro eu, muitas vezes com medo de sermos rejeitados.

- Uma vez que vencemos o medo da transparência, descobrimos que não existe relação mais maravilhosa e prazerosa.

- Nessa união divina, temos a oportunidade de perdoar e amar como Deus nos ama.

1. Perdoar é uma escolha!

- O perdão é maior prova de amor no casamento.

- O perdão dá oportunidade ao outro de ser hoje quem não era ontem.

- Perdoar liberta tanto o ofensor quanto o ofendido.

Você se lembra da história da prostituta arrependida que banhava os pés de Jesus com as suas lágrimas e enxugou-os com seus cabelos (Lucas 7.36-50)? Depois que ela realizou esse ato de respeito e amor, Jesus contou a história de dois homens que deviam dinheiro a um mesmo credor.  Um devia 500 denários, e o outro apenas 50. A história revela muita coisa.

- A dívida do primeiro era enorme, impagável, não havia nenhuma possibilidade dele quitar a dívida.

- O único meio de o devedor ser livre da dívida, era receber o perdão do credor. O credor, graciosamente, tinha que cancelar a dívida.

Ao contar a história, Jesus fez a seguinte pergunta: "Qual dos homens será mais agradecido ao credor?" A resposta é óbvia - aquele que foi perdoado da maior quantia. Perdão gera o amor na sua forma mais plena. Quem muito é perdoado, muito ama.

2. Devemos perdoar ainda que os erros sejam repetitivos (Mateus 18.19-21).

- Perdão generoso, ainda que ajam faltas reincidentes, gera amor profundo e duradouro.

- Perdoar “setenta vezes sete” significa perdoar sempre.

- No casamento, determinadas infrações serão repetitivas - conte com isso!

- Alguns casam com uma lista pronta das coisas que seu cônjuge tem que fazer ou não fazer. As exigências podem levar o outro à borda da insanidade.

- Cada pessoa tem seus hábitos, alguns irritantes, que mesmo depois de casados, são persistentes, não importa o que o outro diga ou faça!

- Perdoar é essencial para o crescimento, amadurecimento e mudança do relacionamento.

3. Não contabilize erros, perdoe imediatamente (Efésios 4.26,27).

Todo casal deveria ter Efésios 4.26 gravado numa placa bem visível acima da  cama: "Não deixe o sol se por, enquanto você ainda está zangado." Ou parafraseando: "Perdoe ou perca o sono!" A mensagem é clara - não durma até esclarecer tudo o que tem  prejudicado o seu relacionamento durante o dia. O fluxo de adrenalina que alimenta a raiva os manterá acordado.

Quem adia ou deixa o perdão:

- Permite que o desejo de perdoar acabe.

- Permite que o coração endureça e permaneça fechado.

- Permite que os afazeres do dia a dia impeçam a reconciliação.

- Permite que interferências negativas.

- Permite a ação do diabo.

Quem não conversa e perdoa rapidamente - especialmente antes de o dia terminar faz dívidas enormes e em longo prazo. Ou você paga suas contas ou as faz em curto prazo ou pagará um juros altíssimo pela sua teimosia.

- Não permite os avanços do outro.

- A sua relutância acaba por incomodar o seu cônjuge que também se recusa a perguntar o que está acontecendo.

- O outro simplesmente se vira e dorme.

- Você não entende como o outro não se dá conta do que fez e fica mais zangado.

- A calma e “cara de pau” do outro é irritante.

- Você luta para conseguir dormir. Sua raiva cresce cada vez que você ouve o ronco.

- No dia seguinte você acorda sentindo-se mal.  A raiva não resolvida torna-se um ponto de apoio para o grande destruidor das famílias.

- Ao deixar de lidar com as ofensas, você deixa de agir sobre um princípio divino para agir sobre um princípio satânico.

4. O perdão sara, fortalece, e amadurece a união conjugal!

- O casamento é diferente de qualquer outro relacionamento.

- Só no casamento podemos ser forjados em uma emocional e espiritual união física.

- Falta de perdão interrompe essa unidade em todos os níveis

- Falta de perdão perturba a unidade emocional.

- Pior de tudo, rompe sua unidade espiritual.

- Vocês vão parar de ler a Bíblia e orar juntos, ou praticarão as devoções como hipócritas, fingindo estar tudo bem - quando não está!

- Jesus advertiu-nos para não oferecer oferta no altar, quando houver algo entre nós (Mateus 5.23-24).

- Paulo nos instrui a examinar a nós mesmos antes de celebrar a ceia do Senhor (I Coríntios 11.27-29).

- Esse autoexame inclui os relacionamentos horizontais em especial a relação do casamento.

- Se seu casamento está em desordem, a sua capacidade de desenvolver-se espiritualmente está em perigo.

- Leia Pedro 3:1-7. O que Pedro 3.7 afirma?

- Quando o casal não se compreende e obedece a Palavra, suas orações são impedidas.

- A unidade do casamento depende de cada parceiro. Eles perdoam continuamente para restabelecer a sua relação única.

- O ato de perdoar faz o casal experimentar a graça de Deus enquanto dá um ao outro o que Deus tem graciosamente dado a cada um.

- Perdoar é a única maneira de manter a saúde e a unidade da relação.

5.  Aprendendo a se apaixonar de novo – a arte de manter um bom casamento!

- Quando você se casou sua primeira emoção falou mais alto.

- Tudo culminou com uma lua de mel maravilhosa.

- Romance, paixão, celebração e prazer.

- Você estava certo de que nada poderia ficar entre você e seu cônjuge.

- O romance manteve as suas emoções alteradas e o amor superou os desentendimentos, a raiva, e a dor.

- Ora, se a paixão e romance eram mais fortes do que as dificuldades.

Está claro o que precisamos fazer?

- Mantenha acesa a chama do amor. O desejo de amar deve ser mais forte do que qualquer desentendimento.

- Aprenda a perdoar e buscar a cura emocional.

- Cuidado para que expectativas irreais do casamento o façam vulnerável.

- Não espere o romance continue como se fosse uma febre - a paixão existe - mas ela vem e vai.

- Quem não é capaz de perdoar e renovar o amor fará com que o casamento torne-se emocionalmente falido, emocionalmente morto.

- A maioria dos casamentos pode sobreviver a uma grande dose de estresse externo, mas poucos casamentos sobrevivem à morte emocional.

- Perdão, reconciliação e luta pela unidade são essenciais para a manutenção de um relacionamento emocional saudável.

6. Confrontar-se com cuidado e carinho.

- Casamento exige uma relação de responsabilidade diante de Deus e do homem.

- O desejo de enfrentar um ao outro pode ser a nossa primeira linha de defesa, mas além de nos afastar um do outro, nos afastará de Deus.

- Quando um dos cônjuges nota que o outro está negligenciando as disciplinas espirituais deve motivar a mudança com delicadeza e doçura.

- Mas nunca use Deus e a Bíblia como uma marreta.

- A impaciência e a o “pavio curto” são sinais que a vida espiritual está ficando em segundo plano.

- Confronte com sensibilidade e sabedoria (Salmos 51.17, 34.18, Tiago 4.6-10).

- Não evite a confrontação quando alguma coisa que vai mal precisa ser abordada (Hebreus 3.9-13).

- Quem ama não permanece em silêncio quando o outro vive um padrão autodestrutivo ou prejudicial a sua família, ou a causa de Cristo.

7. A reconciliação é OBRIGATÓRIA!

- O perdão é necessário em todos os nossos relacionamentos - mas o confronto e reconciliação dependem das circunstâncias e do agir do Espírito Santo.

- O casamento é a exceção.  Deus ordenou a unidade do relacionamento conjugal. Ele exige que os maridos e as esposas não apenas perdoem uns aos outros, mas também tomem todas as medidas necessárias para assegurar a reconciliação!

- Em muitos relacionamentos, pode haver uma lacuna entre o perdão e a reconciliação.

- Pode haver intervalos naturais de separação. São lacunas do tempo que nos proporcionam a oportunidade de colocar nossas emoções sob controle e gastar tempo meditando sobre o assunto para receber o toque do Espírito Santo que nos levará em direção à reconciliação.

- No casamento há exigências diferentes!

- O casamento envolve viver juntos para sempre.

- I Coríntios  7.1-5 nos ensina a viver juntos e partilhar unidade física juntos em uma base regular para evitar a tentação, só abstendo-se de união por curtos períodos de tempo e apenas para o jejum e oração; e assim mesmo se os cônjuges estão de acordo.

- O casamento não é um relacionamento casual.

- Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que haja paz entre nós (I Pedro 3.11).

- É preciso cultivar uma relação que reflita o tipo de inquebrável, união de amor que existe entre Cristo e Sua Igreja (Efésios 5.30-32).

- No casamento, a reconciliação significa estar continuamente empenhado em proximidade,  união e parceria divina.

- Haverá ocasiões quando você precisa de espaço para lidar com conflitos interiores - mas, apenas o tempo suficiente para a questão ser resolvida.

- Deus ordena que os casados se reconciliem - Faça o que for preciso para que o seu casamento se mantenha forte e saudável.

- Siga a sua verdade - não as SUAS emoções!

8. PERDÃO - Um modelo para os seus filhos.

- Seus filhos vão conviver com um mundo hostil.  Relacionar-se é dolorido.  Se eles não aprenderem a perdoar terão dificuldades irremediáveis.

- Um dos melhores presentes que você pode dar aos seus filhos é o espírito perdoador que você exemplifica e ensina.

- O casamento nos dá oportunidades diárias para incentivar e exemplificar perdão.

- Use a rivalidade entre irmãos para ajudá-los o que não significa manter um registro dos erros cometidos.

- Exija que eles peçam e recebam perdão.

- Podem fazê-lo de má vontade, mas aprenderão o que fazer em situações de conflito.

Conclusões:

- Aplicar essas verdades no meio das escaramuças das crianças é essencial, porém seu impacto é quase nada diante do seu exemplo como casal.

- Seus filhos precisam ver que vocês se amam o suficiente para perdoar sempre.

- Ao perdoar, seus filhos terão confiança e segurança para confessar erros e perdoar.

- A disposição de perdoar seu cônjuge torna-se uma ancora estável para o seu lar.

- Perdão e reconciliação são testados ao máximo entre marido e mulher.

- Confronto terá de ser abordado com o máximo cuidado.

- Não faça questão de estar certo, é a reconciliação que deve ser buscada e alcançada em sua totalidade.

- Faça o que a Bíblia diz! Confie em Deus e você vai vê-lo trabalhar