segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Nossa Senhora do Desterro.

Vamos conhecer um pouco mais sobre Nossa Senhora do Desterro
Esse nome dado à Virgem Maria teve origem na fuga da Sagrada Família rumo ao Egito, já que Herodes estava em busca de um menino para matar. Maria, José e Jesus ficaram sem casa, ou desterrados, por cerca de quatro anos.

Ela é muito venerada na Itália e conhecida como Nossa Senhora dos Imigrantes sendo assim a padroeira de refugiados e de todos que deixaram os seus países de origem para tentar uma melhor sorte em um país estrangeiro.

A oração de Nossa Senhora do Desterro é conhecida por realizar diversos milagres e afastar a pessoa de qualquer tipo de moléstia ou mal que possa lhe acometer.

Oração Nossa Senhora do Desterro

Após essa oração, reze 7 Pai Nossos, 7 Ave Marias e 1 Oração do Credo.

Ó Bem-aventurada Virgem Maria, mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo Salvador do Mundo, Rainha do Céu e da Terra, advogada dos pecadores, auxiliadora dos cristãos, protetora dos pobres, consoladora dos tristes, amparo dos órfãos e viúvas, alívio das almas penantes, socorro dos aflitos, desterradora das indigências, das calamidades, dos inimigos corporais e espirituais, da morte cruel dos tormentos eternos, de todo bicho e animal peçonhentos, dos maus pensamentos, dos sonhos pavorosos, das cenas terríveis e visões espantosas, do rigor do dia do juízo, das pragas, dos incêndios, desastres, bruxarias e maldições, dos malfeitores, ladrões, assaltantes e assassinos.

Minha amada mãe, eu prostrado agora aos vossos pés, com piedosíssimas lágrimas, cheio de arrependimento das minhas pesadas culpas, por vosso intermédio imploro perdão a Deus infinitamente bom.

Rogai ao vosso Divino Filho Jesus, por nossas famílias, para que ele desterre de nossas vidas todos estes males, nos dê perdão de nossos pecados e nos enriqueça com sua divina graça e misericórdia.

Cobri-nos com o vosso manto maternal, ó divina estrela dos montes.

Desterrai de nós todos os males e maldições.

Afugentai de nós a peste e os desassossegos.

Possamos, por vosso intermédio, obter de Deus a cura de todas as doenças, encontrar as portas do Céu abertas e convosco ser felizes por toda a eternidade.

Amém.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Jesus nasceu em 25 de Dezembro

Foi uma data arbitrária, inventada pela Igreja?

Na verdade, esta data nada tem de arbitrária. Antes, possui profundas raízes bíblicas, e é ancorada na tradição da Igreja.

Como fazemos para estabelecer o dia do nascimento de Jesus?

A contagem dos dias começa pelo anúncio do nascimento de São João Batista. A Bíblia diz:

“Nos tempos de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote por nome Zacarias, da classe de ABIAS; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel. Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, NA ORDEM DA SUA CLASSE, coube-lhe por sorte, segundo o costume em uso entre os sacerdotes, entrar no santuário do Senhor e aí oferecer o perfume” (Lc 1,5.8-9).

Pois bem, mas quando era o turno da classe de Abias?

No Primeiro Livro de Crônicas (1Cr 24,1-7.19), está estabelecida a ordem das 24 classes sacerdotais. Cada uma das classes deveria servir duas vezes ao ano, por uma semana, de sábado a sábado.

A ordem sorteada e imutável foi a seguinte:

1a.) Joiarib, 2a.) Jedei, 3a.) Harim, 4a.) Seorim, 5a.) Melquia, 6a.) Maimã, 7a.) Acos, 8a.) ABIAS, 9a.) Jesua, 10o.) Sequenia, 11a.) Eliasib, 12a.) Jacim, 13a.) Hofa, 14a.) Isbaab, 15a.) Belga, 16a.) Emer, 17a.) Hezir, 18a.) Afses, 19a.) Fetéia, 20a.) Ezequiel, 21a.) Jaquim, 22a.) Gamul, 23a.) Dalaiau, 24a.) Maziau.

Alguns irmãos se apegam a esta ordem, alegando que não corresponde a uma possibilidade de que o Natal fosse em dezembro, pois o ano religioso judaico, começando por volta de março, daria ao oitavo turno, provavelmente, o final do mês de junho, começo do mês de julho. Daí, fazendo os cálculos, Jesus teria nascido em finais de setembro, inícios de outubro, pela festa dos Tabernáculos.

CONTUDO, ninguém se pergunta se a ordem dos turnos, nos tempos de Cristo, estava estabelecida exatamente assim. A pergunta é razoável, pois, desde os tempos da construção do Templo, o culto já havia sido interrompido diversas vezes, e um descompasso entre os turnos e o calendário poderia ter-se dado.

E, POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, FOI ISTO MESMO QUE ACONTECEU.

Uma especialista francesa, Annie Jaubert, escreveu um artigo intitulado Le calendrier des Jubilées et de la secte de Qumran. Ses origines bibliques, in Vetus Testamentum, Suppl. 3 (1953) pp. 250-264, em que estudou o calendário do Livro dos Jubileus, um apócrifo hebraico muito importante, do final do século II a.C. Como muitos fragmentos desse calendário foram encontrados entre os escritos de Qumram, vê-se que ele estava em uso nos tempos de Jesus. Este calendário, também, é solar, e não dava os nomes dos meses, mas apenas seu número de sucessão.

E a mesma estudiosa publicou outros artigos importantes sobre isso. Veja-se o verbete Calendario di Qumran, in Enciclopedia della Bibbia 2 (1969) pp. 35- 38; e uma célebre monografia, La date de la Cène,Calendrier biblique et liturgie chrétienne, Études Bibliques, Paris 1957.

Por outro lado, o especialista Shemarjahu Talmon, da Universidade Hebraica de Jerusalém, trabalhou sobre os escritos de Qumram e sobre o calendário do Livro dos Jubileus, e CONSEGUIU PRECISAR A ORDEM SEMANAL DOS 24 TURNOS. Os resultados desta pesquisa então no artigo The Calendar Reckoning of the Sect from the Judean Desert. Aspects of the Dead Sea Scrolls, in Scripta Hierosolymitana, vol. IV, Jerusalém 1958, pp. 162-199.

Na lista que o Prof. Talmon reconstruiu, o turno de ABIAS (Ab-Jah), prescrita duas vezes por ano, acontecia assim: 1) a primeira vez, de 8 a 14 do terceiro mês do calendário, e 2) a segunda vez de 24 a 30 do oitavo mês do calendário. Ora, segundo o calendário solar (não o lunar, como o atual calendário judeu), esta segunda vez se data assim. (Sobre estes estudos, veja-se o artigo de Tommaso Federici, “25 dicembre, una data storica”, in “30 giorni” [11/2000]).

O SEGUNDO TURNO DE ABIAS CORRESPONDIA AOS DIAS DE 24 A 30 DE SETEMBRO.

Portanto, quando São Lucas recolhe esta indicação, sendo ele um atencioso narrador da história, nos dá a possibilidade de reconstruir a data histórica do nascimento de Jesus.

AGORA, RESTA-NOS FAZER AS CONTAS.

O anúncio do nascimento de São João Batista seria no dia 24 de setembro (no calendário ortodoxo, esta festa se celebra no dia 23 de setembro, mesmo dia de São Pio de Pietrelcina). NOTE-SE QUE ESTA FESTA É MUITO ANTIGA NA TRADIÇÃO DA IGREJA ORIENTAL.

Portanto, seis meses depois, seria o anúncio a Nossa Senhora, no dia 25 de março (festa litúrgica da ANUNCIAÇÃO).

Três meses depois, o nascimento de São João Batista (dia 24 de junho, festa litúrgica do seu natal).

E seis meses depois, 25 de dezembro, o nascimento de Jesus (Solenidade do Natal do Senhor).

Portanto, essas teorias de que o Natal surgiu para cristianizar a festa pagã do “SOL INVICTO”, do solstício de verão etc., não passam de banais conjecturas.

sábado, 11 de novembro de 2017

Os doze principais frutos do Espírito Santo / Parte 2 de 2

Modéstia

Por fim, após ordenar-se a mente em face do que lhe está em volta, cumpre fazê-lo quanto ao que lhe é inferior, e isto se dá em primeiro lugar pela modéstia, "observando o comedimento em tudo o que diz e faz".Esta virtude mantém nossos olhos, lábios, risos, movimentos, enfim, toda a nossa pessoa, sem excluir nossos trajes, nos justos limites "que correspondem a seu estado, habilidade e fortuna". Santo Agostinho recomenda particular cuidado com a modéstia exterior, que tanto pode edificar quanto escandalizar os que nos rodeiam. Note-se que a afirmação do Bispo de Hipona não deve ser interpretada num sentido exclusivamente negativo. A modéstia exterior inclui também o dever positivo de revestirse das roupas, gestos e atitudes próprias a edificar o próximo e dar glória a Deus.Lê-se na vida de São Francisco de Assis um episódio que ilustra quanto o cumprimento desse dever pode produzir nas almas um efeito equivalente ou talvez maior que o de um sermão. Certa vez, ele convidou um frade, seu discípulo, a acompanhálo: - Irmão, vamos fazer uma pregação - disse-lhe.Após percorrerem a cidade em silêncio, São Francisco retomou o caminho do convento. Sem entender o que se passava, o frade perguntou: - Mas, meu pai, não dissestes que íamos fazer uma pregação?Aqui estamos de volta, e não proferimos uma só palavra... E o sermão? - Já o fizemos. Não percebes que a vista de dois religiosos andando pelas ruas com estas vestimentas e em atitude de recolhimento vale tanto quanto um sermão? - respondeu o Santo.

Continência e Castidade

Também em relação ao que lhe é inferior - isto é, às paixões - ordenam o homem a Continência e a Castidade.Segundo São Tomás, elas se distinguem uma da outra "quer porque a castidade nos refreia em relação ao que é ilícito, e a continência ao que é lícito, quer porque a pessoa continente sofre as concupiscências, mas não se deixa arrastar por elas, enquanto o casto nem as sofre e muito menos as segue". Com efeito, a alma que produz o fruto da castidade torna-se realmente angélica. Muito ao contrário dos tormentos interiores de agitação e ansiedade, nos quais vive quem se entrega às paixões desordenadas, o casto já antegoza o Céu na terra.A continência, a seu lado, "robustece a vontade para resistir às concupiscências desordenadas muito veementes"; portanto, indica um freio, enquanto a pessoa abstém-se de obedecer às paixões. Ela, assim, prepara a alma para essa castidade, pois "os que fazem tudo quanto é permitido acabarão por fazer o que não é permitido".

Espírito de Amor e intercessão de Maria

Qual navio batido pelas ondas na procela, a alma sente neste vale de lágrimas os falaciosos atrativos da carne, convidando-a ao naufrágio.Muito bem exprime São Paulo essa difícil situação: "Sinto, porém, nos meus membros outra lei, que luta contra a lei do meu espírito e me prende à lei do pecado, que está nos meus membros. Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?" (Rm 7, 23-24).Mas, aos olhos do bravo navegante que, em vez de desanimar, ergue a vista à busca da salvação, sempre está a brilhar um farol: "A lei do Espírito de Vida me libertou, em Jesus Cristo, da lei do pecado e da morte.O que era impossível à lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus o fez" (Rm 8, 2-3).Dada a nossa natural insuficiência, agravada pelas consequências do pecado original, torna-se indispensável o auxílio divino para completarmos a árdua corrida rumo à eterna bem-aventurança. E o Espírito de Amor vem sempre em socorro da nossa fraqueza, com suas graças e dons. Ele não cessa de interceder por nós "com gemidos inefáveis" (Rm 8, 26) e ainda nos dá como medianeira e advogada sua Fidelíssima Esposa.Saibamos recorrer sempre a Ela. Pois a poderosa intercessão de Maria Santíssima é a via mais segura para transformar graminhas estéreis em frondosas árvores carregadas de frutos.

Os doze principais frutos do Espírito Santo / Parte 1 de 2

Considerando os frutos do Espírito Santo como sendo todos os atos últimos e deleitáveis das virtudes e dos dons - ou, em outras palavras, como todas as obras virtuosas com que nos comprazemos -, sua enumeração deveria ser muito extensa. Entretanto, o Apóstolo distingue apenas doze em sua Epístola aos Gálatas: "O fruto do espírito é a caridade, a alegria, a paz, a paciência, a longanimidade, a bondade, a benignidade, a mansidão, a fidelidade, a modéstia, a continência, a castidade" (Gl 5, 22-23).4 A propósito, Santo Agostinho explica que São Paulo não tinha o intuito de dar o número exato desses dons, mas apenas mostrar o "gênero de coisas" em que devemos buscá-los.5 São Tomás, por sua vez, considera adequada essa enumeração paulina, explicando que "todos os atos dos dons e das virtudes podem, com certa conveniência, ser reduzidos a esses frutos".6 E classifica os frutos enumerados pelo Apóstolo conforme os diferentes modos pelos quais o Espírito Santo procede conosco.A mente humana, esclarece o Doutor Angélico, deve estar ordenada em si mesma, em relação ao que está ao seu lado e em relação ao que lhe é inferior. Os três primeiros frutos do Espírito Santo - caridade, alegria e paz - ordenam a alma em si mesma em relação ao bem, enquanto a paciência e longanimidade o fazem em relação ao mal. Bondade, benignidade, mansidão e fidelidade a ordenam em relação aos outros; e modéstia, continência e castidade, em relação àquilo que lhe é inferior.

Caridade

A caridade - "sentimento primordial e raiz de todos os sentimentos", segundo São Tomás - é o primeiro fruto do Espírito Santo. Nela, o Paráclito dá-Se de forma toda particular "como em Sua própria semelhança", uma vez que, no eterno e inefável convívio entre as três Pessoas da Santíssima Trindade, Ele é o Amor substancial do Pai para com o Filho, e do Filho para com Pai.7 Quando uma alma é cumulada pela seiva divina do Espírito de Caridade, o amor a arrebata e transforma por completo. Assim aconteceu com Santa Maria Madalena, a pecadora pública perdoada e restaurada a ponto de encabeçar a lista das virgens invocadas na Ladainha de Todos os Santos.Tocada por um amor corajoso, não hesitou ela em comprar os melhores perfumes e, alheia ao respeito humano, lançar-se aos pés de Jesus, lavá-los com suas lágrimas e enxugá- los com seus cabelos. Foi uma manifestação de amor veemente, exclusivo e - quase se diria - irrefletido, por não medir esforços nem calcular consequências. Bem podem se aplicar a ela as palavras de São Francisco de Sales: "A medida de amar a Deus consiste em amá- Lo sem medida". Ou as de São Pedro Julião Eymard: "O que é o amor senão o exagero?".Note-se, entretanto, que a caridade nem sempre vem acompanhada de consolações para a alma que a pratica, pois, sendo uma virtude, reside na vontade, e não no sentimento. Assim, "não se trata necessariamente de um amor sentido, mas de um amor intensamente querido; e tanto mais querido, nas almas fervorosas, quanto menos sensível for".8A verdadeira prova da autenticidade da caridade é o fato de ela vir acompanhada de uma repulsa inteira ao pecado, pois diz Santo Agostinho: "Ficará demonstrado que amas o que é bom se vires em ti que odeias o que é mau".9 Não podemos esquecer, por fim, um fundamental desdobramento deste fruto do Espírito Santo, ensinado pelo próprio Cristo: "Amarás a teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22, 39). No dizer de Santo Agostinho, "o amor ao próximo é como o princípio do amor a Deus". E "não há degrau mais seguro para subir ao amor de Deus que a caridade do homem para com seus semelhantes".

Alegria

Corolário do amor a Deus e ao próximo é a alegria, "pois quem ama se alegra por estar unido ao amado. Ora, a caridade tem sempre presente a Deus, a quem ama, segundo o dizer da primeira Carta de João: ‘Quem permanece no amor, permanece em Deus, e Deus nele' (I Jo 4, 16). Portanto, a alegria é consequência da caridade". Longe de se confundir com os gozos passageiros, provenientes de frivolidades ou de ações proibidas pela Lei de Deus, que logo se transformam em frustração, a alegria do Espírito Santo é toda sobrenatural e penetra até o fundo da alma. Por isso pôde São Paulo dizer: "Estou cheio de consolação, transbordo de gozo em todas as nossas tribulações" (II Cor 7, 4).

Paz

"Mas a perfeição da alegria é a paz", afirma o Doutor Angélico. E isto sob dois aspectos: "Primeiro, quanto ao repouso das perturbações exteriores, pois não pode desfrutar perfeitamente do bem amado o que é perturbado por outros nessa fruição". E, segundo, "no sentido que ela acalma a instabilidade dos desejos, pois não goza da alegria perfeita quem não se satisfaz com o objeto que o alegra". Não há, pois, absolutamente nada que possa perturbar uma alma abandonada à ação do Espírito Santo, porque ela "têm consciência de estar na posse do único bem a que está apegada; sabe que possui a Deus; sabe-se amada por Ele ‘até a loucura', apesar de sua miséria e, por sua vez, também ama a Deus sem medida". De fato, como a paz é procurada em nossos dias, e como parece escorregar de nossas mãos! Numa existência agitada e ruidosa, marcada a fundo pela violência e pelo pecado, tudo concorre para arrancar- nos a paz interior. Como são atuais as palavras de Jeremias: "Exclamam ‘Paz, paz!' quando não há paz" (Jr 6, 14).

Paciência

Depois de considerar os frutos do Espírito Santo que ordenam a mente para o bem, vejamos aqueles que a levam a atuar de forma correta perante a adversidade: a paciência e a longanimidade.O primeiro nos torna inalteráveis ante os males iminentes; o segundo, imperturbáveis com a prolongada espera dos bens, dado que a privação destes já é um mal. Derivada da fortaleza, a virtude da paciência "inclina a suportar sem tristeza de espírito nem abatimento de coração os padecimentos físicos e morais". Segundo Santa Catarina de Sena, a paciência é a "rainha posta na torre da fortaleza, que vence sempre e nunca é vencida". Assim aconteceu com o justo Jó que, tendo perdido as riquezas, os filhos e a saúde, com a mesma atitude de alma continuava glorificando seu Criador: "O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!" (Jó 1, 21).Quando o Espírito Santo produz em nossas almas esse fruto, tornamo- nos conformes à vontade de Deus; almejamos imitar o exemplo de Jesus Cristo e de Maria Santíssima na Paixão; compenetramonos da necessidade de reparar nossos pecados, purificando-nos no cadinho do sofrimento.

Longanimidade

Pela longanimidade, o Espírito Santo nos leva a aguardar com equanimidade, sem queixas nem amargura, os bens que esperamos de Deus, do próximo e de nós mesmos. Não se trata de uma espera passiva e preguiçosa, mas sim de uma manifestação de coragem que se estende no tempo, de uma dilatada esperança que nos faz fortes de alma nas delongas espirituais.

Frutos de longanimidade vemos em abundância na vida de Santa Mônica, durante os muitos anos em que receava pela salvação eterna do filho Agostinho, transviado na imoralidade e na heresia. Sem nunca esmorecer na confiança, rezava persistentemente pela sua conversão.Deus, comprazido em contemplar nessa mãe exemplar os frutos que Ele mesmo semeara, deu-lhe a honra sublime de ter o filho elevado à condição de um dos grandes luminares da Santa Igreja.

Bondade

Depois de bem disposta a mente em relação a si mesma, cumpre ajustá- la em relação ao que lhe está ao redor: o próximo. Isto se dá, em primeiro lugar, pela bondade, isto é, pela "vontade de agir bem". Por efeito de nossa união com Deus, somos compelidos pelo Espírito Santificador a beneficiar os outros.Nossa alma como que se dilata e expande, a ponto de nos converter, de certa forma, em amor. Pois, "como o carvão ou a barra de aço, em si mesmos negros e frios, se tornam brilhantes e ardentes como o fogo, assim a alma imersa nesse braseiro de amor que é o Espírito Santo se torna semelhante em todas as coisas ao divino Espírito". Jesus nos deixou registrado o paradigma dessa bondade na parábola do filho pródigo (cf. Lc 15, 11-32).Deus é o pai que espera ardentemente o retorno daqueles que d'Ele se afastaram pelo pecado e se encontram enlameados e impregnados de mau odor. Fica ansioso, por assim dizer, de nos ver procurar um de seus ministros no misericordioso tribunal da Reconciliação, para nos perdoar, sarar nossas feridas espirituais e fortalecer-nos a fim de não reincidirmos nas mesmas faltas.

Benignidade

O fruto da benignidade se distingue ao da bondade por já ser, não só um querer, mas um praticar efetivo do bem. Aqui o carvão ou a barra de aço do exemplo anterior não apenas brilham e ardem, mas queimam e inflamam.Por isso "chamam-se benignos aqueles a quem o ‘fogo bom' do amor se inflama em favor do próximo". Modelo desse amor que "se inflama em favor do próximo" foi São Vicente de Paulo. Pedia insistentemente a Deus que lhe desse um espírito benigno; e conseguiu, com a ajuda da graça, domar seu temperamento seco e bilioso, tornando- se cortês e afável.Transformou-se a ponto de se lhe tornar natural uma polidez de trato maravilhosa, com palavras sempre amáveis para todo tipo de pessoas.

Mansidão

Uma terceira disposição da mente ao ordenarse em relação ao próximo é a mansidão, pela qual refreamos a ira e suportamos com serenidade de espírito os males infligidos pelos outros.Santa Teresinha do Menino Jesus nos dá belíssimos exemplos de mansidão perante impulsos de irritação, ensinando-nos a praticar esta virtude na vida cotidiana.Eis um deles: Estando um dia as freiras trabalhando na lavanderia conventual, constituída por grandes tanques comunitários, aconteceu de uma irmã, por falta de atenção, lançar sobre a Santa uma chuva de água com sabão. Como é natural, isso lhe provocou um ímpeto de indignação. Mas, acalmada pela brandura do Espírito Santo, logo se conteve, recorrendo ao piedoso subterfúgio de imaginar que o Menino Jesus estava brincando com ela... esborrifando-lhe água e sabão.

Fidelidade

Como último fruto de nosso bom relacionamento com o próximo, temos a fidelidade, que nos faz "manter a palavra dada, as obrigações assumidas, os contratos estipulados". A fidelidade complementa a mansidão no sentido de que, se esta nos leva a não prejudicar o próximo pela ira, aquela nos conduz a não fraudá-lo nem enganá-lo. Ora, "isso é a fé, tomada no sentido de fidelidade", afirma São Tomás. "E se a tomarmos como fé em Deus, então o homem por ela se ordena ao que lhe é superior, ou seja, dispõe- se a submeter seu intelecto a Deus e, por consequência, tudo o que possui".

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

A bolha de sabão e a vida humana

Acho que não existe nada tão frágil e ao mesmo tempo tão belo do que uma bolha de sabão. A bola transparente, dona de expectro multicolorido, com as cores vermelho, violeta, laranja, verde, azul anil e índigo, é uma poesia sem versos. Estrofes com uma grande mensagem, mas sem voz, sem palavras.

A bolha, levada pela força do vento, flutua sem direção buscando a linha do horizonte e ao mesmo tempo é empurrada para baixo pela pressão da gravidade. Sem que ninguém possa evitar, colide com a superficie do chão ou quaisquer barreiras em sua tragetória. Pronto. Eis a desintegração da força da beleza. Era uma vez... Não é mais nada... Eis uma pequena quase-poça d'água jazendo disforme no solo, escoando numa parede, ou num muro, ou numa planta.. Logo será sugada pela temperatura climática, evaporará no espaço.

O Criador fez o ser humano belo. Não existe nada mais belo do que o ser que é a imagem e semelhança do Criador. Somos um corpo, contendo uma alma e um espírito. Cada um de nós possuímos uma personalidade única que é dotada de talento também único. Você já descobriu o seu talento? Ele é admirável, tal qual as cores refletidas na esfera de sabão. Se ainda não sabe quais são esses presentes exclusivos do Criador, precisa urgentemente descobrir. 

Uns são voltados para o canto, a voz é linda. Outros, possuem facilidades com os cálculos matemáticos, e poderão usá-los nas Ciências Exatas. Ainda, existe quem tenha o raciocinio rápido e a evolução da boa oratória. Essas características, entre outras, são a espinha dorsal de estruturas de histórias de vidas. Alguns, usam bem e se sobressaem em sua geração, enquanto que outros passam os anos no ostracismo porque deixam os talentos enterrados, querem usar talentos alheios ou gastam o tempo displicentemente.

Havendo consciência de que estamos aqui neste mundo com uma missão, e capacitados para cumprí-la eficazmente por quem nos comissionou, a nossa existência passa a ter pleno sentido de ser. Faça um exame introspectivo. Descubra-se! Retraído ou expansivo, você é alguém de valor incomensurável.

Não erre: a missão do ser humano é amar a Deus sobre tudo e todos e ao seu semelhante como a si mesmo. Use as habilidades que o Criador deu a você para amar a todos. Faça  o bem aos que estão ao seu alcance. Queira carregar o peso de problemas dos outros e não negue aos outros carregar o peso dos seus problemas. Acostume-se a compartilhar alegria e tristeza. Chore com quem chora, e festeje a alegria de quem sorri.

Não queira seguir a tragetória da bolha de sabão. São muitas pessoas que vivem em rota de colisão e em linha cadente, porque não descobriram que nasceram para amar o próximo e amar a si mesmo. 

A tendência humana é errar. Pecado significa o mesmo que erro.  Se não usamos o amor, todos somos como a inconsistente bolha de sabão. Sem amar, passamos pela vida refletindo as cores que Deus criou, mas não colorimos nada. Amando, nos tornamos úteis, marcamos a nossa geração através do talento que ganhamos do Criador.

Erramos quando não usamos os nossos talentos para o bem coletivo. Se você optar em usar seus talentos de maneira egoísta, será infeliz. E se se doar só para os outros, sem usar os dons em seu favor, também será uma pessoa com certa insatisfação pessoal. Não, não digo que você deve viver apenas para os outros. Todos acertamos quando amamos o próximo como amamos a nós mesmos. Ter esse equilíbrio sentimental gera a satisfação de viver! Confira: Gálatas 5.14; Tiago 2.8.

Encontramos no livro de Eclesiastes, capítulo 1 e verso 2 a palavra "hãvel". Ela significa bolha, vapor, sopro, aquilo que logo deixa de existir porque não tem substância. Esta palavra está vertida ao português como "vaidade".

“Vaidade de vaidades! - diz o pregador, vaidade de vaidades! É tudo vaidade” - Eclesiastes 1.2.

“Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor, que aparece por um pouco e depois se desvanece” – Tiago 4.14.

Viver sem amar, espiritualmente, nos torna seres sem substância real. Nos movemos por vaidade. No senso coletivo de hoje em dia, o substantivo feminino vaidade é entendido como o desejo e os atos imoderados para ganhar a admiração de outros. Mas teologicamente o significado de vaidade é mais que isso. É: ilusão, vazio, futilidade, frustração, inanidade, insignificância, contrasenso; o que é de pouca duração, sem valor e sem sentido. Literalmente, Eclesiastes 1.2 é “sopro dos sopros”. 

A vida é curta, por mais que vivamos não adianta fazer planos se esquecemos de incluir Deus e a Sua Vontade neles. Porque é a Palavra que dura para sempre enquanto o ser humano e a criação passam feitos a bolha de sabão. Precisamos escolher viver construindo positividades, ser parte integrante dos projetos divinos, colocando os talentos que temos para o bem coletivo. Todos os nossos feitos, que não são praticados com amor, são considerados inúteis por Deus - meras vaidades, uma bolha de sabão!

Somente com a eterna e imutável Palavra do Senhor encontramos a base para tomar decisões acertadas para o nosso estilo de vida. É opção inteligente viver o presente e planejar o futuro de acordo com as Escrituras Sagradas como regra de conduta e fé. Quem assim o faz terá paz e alegria no porvir, ao lado de Cristo e de Deus, o Criador.

A Palavra de Deus é a consistência do nosso viver. Para estar com Deus para sempre, é necessário priorizar a vontade dEle em nosso cotidiano. Escolher o  amor, e não a inveja. Priorizar o amor, e não o egoísmo. Querer agir com amor e nunca responder com indiferença aos que pedem ajuda. 

Os anos de existência no corpo físico nos torna velhos, a vida do ser humano é finita, mas Deus continua sempre o mesmo dia após dia. Ele não muda. (Tiago 1.17). Quem retém a Palavra no coração, sabe que mesmo que o corpo pereça, o espírito permanecerá inabalável diante do Criador. 

Ame! Faça isso tendo em sua consciência que é a vontade de Deus para você.

sábado, 23 de setembro de 2017

Conhecendo um pouco mais sobre Santa Terezinha

Nesta semana iniciamos a novema de Santa Terezinha. Vamos conhecer um pouco mais sobre sua vida.

Santa Tereza do Menino Jesus nasceu no dia 2 de janeiro de 1873 em Alençom, baixa Normandia, na França. Desde o nascimento foi fraca e doente. Seu nome de batismo era Marie Françoise Thérèse Martin (Maria Francisca Tereza Martin). Filha de Louis Martim, relojoeiro e joalheiro, que quis ser monge na ordem de São Bernardo de Claraval, e Zélie Guérin, famosa bordadeira do ponto de Alençon.

Sua mãe faleceu quando Terezinha tinha apenas quatro anos. Por isso, a menina se apegou à sua irmã mais velha, Paulina, que passou a ser tida por ela como segunda mãe. Paulina, porém, seguindo a própria vocação, entrou para o Carmelo. Terezinha ficou muito doente causando grande preocupação em seu pai e irmãs. Um dia, porém, olhando para a imagem da Imaculada Conceição de Maria, de quem seus pais eram devotos, a Virgem sorriu para Terezinha e esta ficou curada. Desse dia em diante, Terezinha decidiu entrar para o Carmelo. Suas irmãs, que também se tornaram freiras, eram Maria, Paulina, Leônia e Celina. Seus 3 irmãos morreram muito cedo. Terezinha estudou no colégio da Abadia das monjas beneditinas de Lisieux por 5 anos.

A vida de Santa Tereza do Menino Jesus

Santa Terezinha estava decidida a entrar para a ordem das carmelitas descalças, mas como tinha apenas 14 anos, não poderia, por causa das regras da Igreja. Mas ela não desistiu. Numa viagem feita à Itália, teve a audácia de pedir autorização ao Papa Leão Xlll e este concedeu. Assim, em abril de 1888 ela entra para o Carmelo com o nome de Thérèse de I’Enfant Jesus (Tereza do Menino Jesus). Fez sua profissão religiosa em setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria, acrescentando em seu nome, Thérèse de I’Enfant Jesus Et de La Sainte Face, (Tereza do Menino Jesus e Sagrada Face).

Vida de santidade

Santa Terezinha levou a sério o caminho da perfeição escrito por sua fundadora Santa Tereza de Jesus (Santa Tereza D’Ávila). Porém, Terezinha revelou ao mundo que a perfeição e a santidade podem estar nas pequenas coisas, nos pequenos gestos e obrigações cotidianas que fazemos com amor. Ela dizia: Sigamos o caminho da simplicidade. Entreguemo-nos com todo o nosso ser ao amor. Em tudo busquemos fazer a vontade de Deus. O zelo pela salvação das pessoas devore nosso coração.

O Legado de Santa Tereza do Menino Jesus

Santa Terezinha escreveu três manuscritos a pedido de sua irmã Paulina. Esses manuscritos são sua autobiografia e foram publicados em 1898 com o título de História de uma Alma, livro que, posteriormente, veio a se tornar um dos maiores best sellers da história.

Em seus escritos, Terezinha ensina a teologia profunda da simplicidade: a pequena via. Um caminho de santidade baseado nas pequenas coisas, nos pequenos atos do cotidiano que, quando feitos com amor, produzem frutos de santidade. Ela dizia que não tinha forças para fazer as grandes obras heróicas dos santos famosos da Igreja, mas só conseguia fazer pequenas coisas. Mas nessas pequenas coisas estava o segredo de sua santidade. Pegar um alfinete caído no chão, com amor, produz fruto de santidade.

Missionária sem nunca sair do Carmelo

Santa Tereza do Menino Jesus se tornou a padroeira das missões sem nunca ter saído do Carmelo. Ela dizia: Compreendi que a igreja tinha um Coração, e que este coração ardia de Amor. Compreendi que só o Amor fazia os membros da igreja agirem, que se o Amor viesse a se apagar, os Apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os Mártires se recusariam a derramar seu sangue... Por isso, ela dizia: No coração da Igreja, serei o amor. Dizia sempre que o que conta é o amor, só o amor. É contemplar no outro a pessoa de Jesus. Para ela ser missionário não é uma questão de geografia e sim uma questão de amor.

Santa Tereza do Menino Jesus, a Santa das Rosas

Santa Terezinha ficava feliz quando jogava pétalas de rosas ao ver passar o Santíssimo Sacramento no ostensório, e também gostava de jogar flores no grande crucifixo que ficava no jardim do Carmelo. Disse antes de morrer: Vou fazer chover sobre o mundo uma chuva de rosas, dizendo assim que iria interceder a Deus, sempre por todos os povos. Por isso, na Novena de Santa Terezinha o fiel espera receber uma rosa como sinal de que seu pedido será atendido.

Falecimento de Santa Terezinha

Santa Tereza do Menino Jesus sofreu por quase 3 anos de tuberculose, que, naquela época não tinha cura. Chegou a dizer que jamais pensou que fosse capaz de sofrer tanto, mas teve paciência e fez tudo por amor, sem jamais reclamar nem murmurar. Faleceu no dia 30 de setembro de 1897, aos 24 anos. No leito de morte as monjas rezavam e anotavam tudo que ela dizia. Sua última frase foi: Não me arrependo de haver-me entregue ao amor. E com o olhar fixo no crucifixo exclamou: Meu Deus, eu te amo.Então, faleceu a jovem que depois foi chamada de a Maior Santa dos tempos modernos.

Devoção a Santa Tereza do Menino Jesus

Antes de ser canonizada Santa Tereza do Menino Jesus foi beatificada em abril de 1923. Sua canonização foi feita pelo Papa Pio Xl, em 1925 no dia 17 de maio. No ano de 1927 foi declarada Patrona Universal das Missões Católicas. Foi nomeada Padroeira Secundária da França, junto com Santa Joana D’arc. Em 1997 no centenário de sua morte, o Papa João Paulo ll, na Carta Apostólica, Divinis Amoris Scientia, a declara Doutora da Igreja por causa da sua mensagem da Infância Espiritual e da Contemplação da Face de Cristo. Seus pais, Luis Martin e Zélia Guerin, foram beatificados pela Igreja, no ano de 2008, no dia Mundial das Missões, na basílica de Lisieux, dedicada a Santa Terezinha.

Oração a Santa Tereza do Menino Jesus

Ó Santa Terezinha, branca e mimosa flor de Jesus e Maria, que embalsamais o Carmelo e o mundo inteiro com vosso suave perfume, chamai-nos e nós correremos convosco, ao encontro de Jesus, pelo caminho da renúncia, do abandono e do amor. Fazei-nos simples e dóceis, humildes e confiantes para nosso Pai do céu. Não permitais que o ofendamos com o pecado. Socorrei-nos em todos os perigos e necessidades; socorrei-nos em todas as aflições e alcançai-nos todas as graças espirituais e temporais, especialmente a graça que estamos precisando agora, (fazer o pedido). Lembrai-vos ó Santa Terezinha, que prometestes passar vosso céu fazendo o bem a terra, sem descanso, até ver completo o numero de eleitos. Cumpri em nós vossa promessa: sede nosso anjo protetor na travessia desta vida e não descanseis até que nos vejais no céu, ao vosso lado, contando as ternuras do amor misericordioso do Coração de Jesus. Amém

domingo, 17 de setembro de 2017

Perdão e o Casamento

Deus criou o relacionamento conjugal

- Uma relação única na experiência humana - Não há nenhum outro relacionamento tão íntimo e gratificante.

- O casamento nos obriga a viver com outra pessoa na mais íntima união conhecida pela humanidade.

- Essa intimidade pode ser intimidante.  Somos obrigados a revelar o nosso verdadeiro eu, muitas vezes com medo de sermos rejeitados.

- Uma vez que vencemos o medo da transparência, descobrimos que não existe relação mais maravilhosa e prazerosa.

- Nessa união divina, temos a oportunidade de perdoar e amar como Deus nos ama.

1. Perdoar é uma escolha!

- O perdão é maior prova de amor no casamento.

- O perdão dá oportunidade ao outro de ser hoje quem não era ontem.

- Perdoar liberta tanto o ofensor quanto o ofendido.

Você se lembra da história da prostituta arrependida que banhava os pés de Jesus com as suas lágrimas e enxugou-os com seus cabelos (Lucas 7.36-50)? Depois que ela realizou esse ato de respeito e amor, Jesus contou a história de dois homens que deviam dinheiro a um mesmo credor.  Um devia 500 denários, e o outro apenas 50. A história revela muita coisa.

- A dívida do primeiro era enorme, impagável, não havia nenhuma possibilidade dele quitar a dívida.

- O único meio de o devedor ser livre da dívida, era receber o perdão do credor. O credor, graciosamente, tinha que cancelar a dívida.

Ao contar a história, Jesus fez a seguinte pergunta: "Qual dos homens será mais agradecido ao credor?" A resposta é óbvia - aquele que foi perdoado da maior quantia. Perdão gera o amor na sua forma mais plena. Quem muito é perdoado, muito ama.

2. Devemos perdoar ainda que os erros sejam repetitivos (Mateus 18.19-21).

- Perdão generoso, ainda que ajam faltas reincidentes, gera amor profundo e duradouro.

- Perdoar “setenta vezes sete” significa perdoar sempre.

- No casamento, determinadas infrações serão repetitivas - conte com isso!

- Alguns casam com uma lista pronta das coisas que seu cônjuge tem que fazer ou não fazer. As exigências podem levar o outro à borda da insanidade.

- Cada pessoa tem seus hábitos, alguns irritantes, que mesmo depois de casados, são persistentes, não importa o que o outro diga ou faça!

- Perdoar é essencial para o crescimento, amadurecimento e mudança do relacionamento.

3. Não contabilize erros, perdoe imediatamente (Efésios 4.26,27).

Todo casal deveria ter Efésios 4.26 gravado numa placa bem visível acima da  cama: "Não deixe o sol se por, enquanto você ainda está zangado." Ou parafraseando: "Perdoe ou perca o sono!" A mensagem é clara - não durma até esclarecer tudo o que tem  prejudicado o seu relacionamento durante o dia. O fluxo de adrenalina que alimenta a raiva os manterá acordado.

Quem adia ou deixa o perdão:

- Permite que o desejo de perdoar acabe.

- Permite que o coração endureça e permaneça fechado.

- Permite que os afazeres do dia a dia impeçam a reconciliação.

- Permite que interferências negativas.

- Permite a ação do diabo.

Quem não conversa e perdoa rapidamente - especialmente antes de o dia terminar faz dívidas enormes e em longo prazo. Ou você paga suas contas ou as faz em curto prazo ou pagará um juros altíssimo pela sua teimosia.

- Não permite os avanços do outro.

- A sua relutância acaba por incomodar o seu cônjuge que também se recusa a perguntar o que está acontecendo.

- O outro simplesmente se vira e dorme.

- Você não entende como o outro não se dá conta do que fez e fica mais zangado.

- A calma e “cara de pau” do outro é irritante.

- Você luta para conseguir dormir. Sua raiva cresce cada vez que você ouve o ronco.

- No dia seguinte você acorda sentindo-se mal.  A raiva não resolvida torna-se um ponto de apoio para o grande destruidor das famílias.

- Ao deixar de lidar com as ofensas, você deixa de agir sobre um princípio divino para agir sobre um princípio satânico.

4. O perdão sara, fortalece, e amadurece a união conjugal!

- O casamento é diferente de qualquer outro relacionamento.

- Só no casamento podemos ser forjados em uma emocional e espiritual união física.

- Falta de perdão interrompe essa unidade em todos os níveis

- Falta de perdão perturba a unidade emocional.

- Pior de tudo, rompe sua unidade espiritual.

- Vocês vão parar de ler a Bíblia e orar juntos, ou praticarão as devoções como hipócritas, fingindo estar tudo bem - quando não está!

- Jesus advertiu-nos para não oferecer oferta no altar, quando houver algo entre nós (Mateus 5.23-24).

- Paulo nos instrui a examinar a nós mesmos antes de celebrar a ceia do Senhor (I Coríntios 11.27-29).

- Esse autoexame inclui os relacionamentos horizontais em especial a relação do casamento.

- Se seu casamento está em desordem, a sua capacidade de desenvolver-se espiritualmente está em perigo.

- Leia Pedro 3:1-7. O que Pedro 3.7 afirma?

- Quando o casal não se compreende e obedece a Palavra, suas orações são impedidas.

- A unidade do casamento depende de cada parceiro. Eles perdoam continuamente para restabelecer a sua relação única.

- O ato de perdoar faz o casal experimentar a graça de Deus enquanto dá um ao outro o que Deus tem graciosamente dado a cada um.

- Perdoar é a única maneira de manter a saúde e a unidade da relação.

5.  Aprendendo a se apaixonar de novo – a arte de manter um bom casamento!

- Quando você se casou sua primeira emoção falou mais alto.

- Tudo culminou com uma lua de mel maravilhosa.

- Romance, paixão, celebração e prazer.

- Você estava certo de que nada poderia ficar entre você e seu cônjuge.

- O romance manteve as suas emoções alteradas e o amor superou os desentendimentos, a raiva, e a dor.

- Ora, se a paixão e romance eram mais fortes do que as dificuldades.

Está claro o que precisamos fazer?

- Mantenha acesa a chama do amor. O desejo de amar deve ser mais forte do que qualquer desentendimento.

- Aprenda a perdoar e buscar a cura emocional.

- Cuidado para que expectativas irreais do casamento o façam vulnerável.

- Não espere o romance continue como se fosse uma febre - a paixão existe - mas ela vem e vai.

- Quem não é capaz de perdoar e renovar o amor fará com que o casamento torne-se emocionalmente falido, emocionalmente morto.

- A maioria dos casamentos pode sobreviver a uma grande dose de estresse externo, mas poucos casamentos sobrevivem à morte emocional.

- Perdão, reconciliação e luta pela unidade são essenciais para a manutenção de um relacionamento emocional saudável.

6. Confrontar-se com cuidado e carinho.

- Casamento exige uma relação de responsabilidade diante de Deus e do homem.

- O desejo de enfrentar um ao outro pode ser a nossa primeira linha de defesa, mas além de nos afastar um do outro, nos afastará de Deus.

- Quando um dos cônjuges nota que o outro está negligenciando as disciplinas espirituais deve motivar a mudança com delicadeza e doçura.

- Mas nunca use Deus e a Bíblia como uma marreta.

- A impaciência e a o “pavio curto” são sinais que a vida espiritual está ficando em segundo plano.

- Confronte com sensibilidade e sabedoria (Salmos 51.17, 34.18, Tiago 4.6-10).

- Não evite a confrontação quando alguma coisa que vai mal precisa ser abordada (Hebreus 3.9-13).

- Quem ama não permanece em silêncio quando o outro vive um padrão autodestrutivo ou prejudicial a sua família, ou a causa de Cristo.

7. A reconciliação é OBRIGATÓRIA!

- O perdão é necessário em todos os nossos relacionamentos - mas o confronto e reconciliação dependem das circunstâncias e do agir do Espírito Santo.

- O casamento é a exceção.  Deus ordenou a unidade do relacionamento conjugal. Ele exige que os maridos e as esposas não apenas perdoem uns aos outros, mas também tomem todas as medidas necessárias para assegurar a reconciliação!

- Em muitos relacionamentos, pode haver uma lacuna entre o perdão e a reconciliação.

- Pode haver intervalos naturais de separação. São lacunas do tempo que nos proporcionam a oportunidade de colocar nossas emoções sob controle e gastar tempo meditando sobre o assunto para receber o toque do Espírito Santo que nos levará em direção à reconciliação.

- No casamento há exigências diferentes!

- O casamento envolve viver juntos para sempre.

- I Coríntios  7.1-5 nos ensina a viver juntos e partilhar unidade física juntos em uma base regular para evitar a tentação, só abstendo-se de união por curtos períodos de tempo e apenas para o jejum e oração; e assim mesmo se os cônjuges estão de acordo.

- O casamento não é um relacionamento casual.

- Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que haja paz entre nós (I Pedro 3.11).

- É preciso cultivar uma relação que reflita o tipo de inquebrável, união de amor que existe entre Cristo e Sua Igreja (Efésios 5.30-32).

- No casamento, a reconciliação significa estar continuamente empenhado em proximidade,  união e parceria divina.

- Haverá ocasiões quando você precisa de espaço para lidar com conflitos interiores - mas, apenas o tempo suficiente para a questão ser resolvida.

- Deus ordena que os casados se reconciliem - Faça o que for preciso para que o seu casamento se mantenha forte e saudável.

- Siga a sua verdade - não as SUAS emoções!

8. PERDÃO - Um modelo para os seus filhos.

- Seus filhos vão conviver com um mundo hostil.  Relacionar-se é dolorido.  Se eles não aprenderem a perdoar terão dificuldades irremediáveis.

- Um dos melhores presentes que você pode dar aos seus filhos é o espírito perdoador que você exemplifica e ensina.

- O casamento nos dá oportunidades diárias para incentivar e exemplificar perdão.

- Use a rivalidade entre irmãos para ajudá-los o que não significa manter um registro dos erros cometidos.

- Exija que eles peçam e recebam perdão.

- Podem fazê-lo de má vontade, mas aprenderão o que fazer em situações de conflito.

Conclusões:

- Aplicar essas verdades no meio das escaramuças das crianças é essencial, porém seu impacto é quase nada diante do seu exemplo como casal.

- Seus filhos precisam ver que vocês se amam o suficiente para perdoar sempre.

- Ao perdoar, seus filhos terão confiança e segurança para confessar erros e perdoar.

- A disposição de perdoar seu cônjuge torna-se uma ancora estável para o seu lar.

- Perdão e reconciliação são testados ao máximo entre marido e mulher.

- Confronto terá de ser abordado com o máximo cuidado.

- Não faça questão de estar certo, é a reconciliação que deve ser buscada e alcançada em sua totalidade.

- Faça o que a Bíblia diz! Confie em Deus e você vai vê-lo trabalhar

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

DEUS QUER VOCÊ COMO SERVO Filipenses 2.1-11

Hoje a sociedade tem uma visão totalmente contraria à palavra de Deus, o egoísmo tomou conta da nossa sociedade. Tem um ditado popular, que as pessoas colocam em prática, que com certeza não veio do céu - ”Cada um por si e Deus por todos”. Mas a Palavra de Deus nos ensina que é dando que se recebe, e servindo que seremos servidos. Hoje, a palavra “SERVO” talvez não tenha a mesma conotação que existia nos tempos de Jesus. Hoje a visão que temos é muito mais de empregado, mas para entendermos melhor vamos ver o que diz o dicionário sobre SERVO: “É aquele que não tem direitos, que não é livre, que presta serviços, pode se dizer que servo é o mesmo que escravo”. Para ser servo de deus precisamos:

1– ESTAR DISPOSTO A RENUNCIAR A PRÓPRIA VONTADE - Mt 16:24-25 

O servo não tem querer, ele sempre faz a vontade do seu Senhor, ele cuida do negócio do Senhor, passa a ser propriedade do Senhor. Na época de Jesus quando um escravo conseguia a sua liberdade, mas queria continuar a servir o seu dono voluntariamente, veja o que acontecia. Ex 21:5-6, ele se tornava voluntariamente um servo. Esta deve ser nossa atitude diante de Jesus.

2 - TER DISPONIBIDADE DE APRENDER E PERMANECER NAS MÃOS DO MESTRE - Pv 15:14, Pv 18:15, Pv 12:1 

O servo é aquele que gosta de aprender com o Mestre, pois a Bíblia fala que Ele tem as palavras de Vida Eterna, mais do que aprender deve ter disponibilidade de colocar em pratica aquilo que ele ensina, e fazer a vontade do seu Senhor. Na realidade temos como obrigação ter o caráter do nosso mestre. Cl 2:6-7. Esta união que o texto fala é estar tão ligado que não da para separar um do outro.

3 - RECONHECER QUE SEM ELE NADA PODEMOS FAZER 

A nossa dependência tem que ser somente do Senhor. Voltando para o contexto da época de Jesus, era do senhor que vinha toda provisão, sustento, o senhor que supria todas as necessidades do servo, em troca o servo tinha fidelidade, lealdade, compromisso e obediência ao seu senhor. Quando tomamos a decisão de ser servo do Senhor Jesus, temos que ter a certeza de que Ele vai cuidar de nós - Mt 6:24-34 .

4 – ESTAR DISPOSTO A FAZER A VONTADE DO MESTRE – Jo 5:30

O próprio Jesus não veio a este mundo para fazer a sua vontade mas a do Pai Celestial que o enviou. Nós como seus servos devemos fazer o mesmo, veja o que diz Gl 2:20. Quando falamos que Cristo vive em nós temos que ter a convicção de que crucificamos nossa vontade em favor de cumprir a vontade de Deus, e de que a Palavra de Deus diz que esta vontade é boa, perfeita e agradável, Rm 12:2. CL 3:1-3.

5 – ESTAR DISPOSTO A SERVIR O AMIGO E O “INIMIGO”. Mt 20:25-28 

O homem de hoje valoriza muito a posição, e status, mas o Mestre Jesus nos ensina a servir, pois aquele que quer ser importante e destacado, dever ser aquele que serve. Quando vemos no texto de Cl 2:5 que temos que ter o mesmo modo de pensar de Jesus, vimos que Ele, mesmo sendo mestre, serviu aos seus discípulos. Jo 13:1-5. É bom lembrar que mesmo sabendo que Judas ia traí-lo Jesus o serviu lavando seus pés.

CONCLUSÃO 

Embora em nossa cultura não gostemos muito da palavra servo, é essa atitude de servir que agrada a Deus, que traz bênçãos aos irmãos, e cumpre o propósito do Senhor Jesus, pois Ele mesmo disse que veio para nos servir. O que Deus espera de cada salvo por Jesus é que assuma sua nova identidade, de ser um servo útil no Reino. Embora não seja fácil assumir essa nova identidade, nosso alvo é conseguir, e para isso precisamos crucificar nosso eu buscando maior comunhão com o Espírito Santo. O mundo nos deixou uma mentalidade – a de empregado – de fazer coisas para ser recompensado. Porém o Senhor Jesus nos deixou algo ainda melhor – o espírito de Servo, fazer coisas para agradar ao Senhor, e abençoar aos irmãos, mesmo que não venhamos a receber nada em troca. O nosso Senhor merece qualquer esforço nosso para mudar esse tipo natural de pensamento

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Comunhao com Deus

Deus nos ama profundamente e quer estar em comunhão íntima conosco. Ele tem sede da nossa alma, de morar nela. Foi por isso que Jesus quis ficar na Eucaristia, não para ficar numa Âmbula no Sacrário – disse Santa Teresinha – mas para vir ao nosso coração. Os santos dizem que Ele tem sede de estar conosco porque nos criou para Ele.

Mas Deus não pode habitar um coração que não o deseja e não o procura. O profeta disse que “Deus se deixa encontrar por aqueles que O procuram”. Ele não é um oferecido que se entrega a qualquer um e de qualquer jeito. Tudo que é precioso deve ficar bem guardado, escondido, como Jesus no Sacrário, como a joia no cofre. Precisamos buscá-lo.

Quando abrimos o coração para Ele, Ele abre o Seu para nós. Santa Teresa dizia que “Quando Deus nos toca e nos fala sentimos um frio na coluna”. E a melhor hora para isso acontecer é depois da Comunhão. Não há outra ocasião mais propicia para encontrá-Lo e fazer comunhão com Ele; pois é Ele quem quis isso, estar conosco na Eucaristia. Aceitou se aniquilar, se fazer pão e vinho para estar em nosso corpo e em nossa alma. Santa Teresinha, depois da Comunhão, disse para Jesus: “Agora o Senhor é meu! Se deu todo a mim!”

Se soubermos cultivar Jesus na alma, Ele nos vai falar, vai nos corrigir com a docilidade de uma mãe, sem rancor, sem mágoa, sem ferir. Vai nos mostrar quem somos, nos fará ver a nossa miséria para que nos conheçamos e não nos iludamos, mas também, nos fará sentir a Sua doce e eterna misericórdia que nos acolhe e acalenta. Nessa hora, as lágrimas podem até rolar de nossos olhos, pois as lágrimas e os risos são as expressões da linguagem da alma -Santa Catarina de Sena dizia que toda lágrima brota do coração. E então, a alma conversará com o Senhor, sem precisar de palavras, apenas com os sentimentos do coração. Ele nos fará sentir o que precisamos

Quando meditamos profundamente, no que Jesus fez por nós, ficamos constrangidos, como dizia São Paulo – “o amor de Cristo me constrange”. A pregação de Jesus, mais do que com palavras, foi com a própria vida. A Carta aos hebreus diz que: “tendo Ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação” (Hb 2,18). Para nos ensinar a vencer a tentação, e nos fortalecer, Ele aceitou ser tentado, mesmo sendo Deus. E mais: “Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo” (Hb 2,4). Ele aceitou passar pela morte terrível de Cruz para destruir a nossa morte, arrancando-nos das mãos do demônio.

Meditando essas palavras, com a devida concentração, experimentamos o imenso amor de Jesus por nós. Ele nos mostrou que não é fácil vencer o mal, mas é possível com a Sua graça, com a força Dele em nossa alma. Isto é o mistério de nossa Redenção! Faz a gente se sentir pequeno; um mistério que não cabe em nossa cabeça, porque é ação de Deus em nós. E não podemos compreender bem as ações de Deus em nós. É a misericórdia de Jesus para conosco. Sua misericórdia é infinita, mas a nossa é muito pequena, por causa do mistério do pecado original em nós.

Ao olhar para dentro nós nos sentimos tão vulneráveis, tão fracos, tão indignos, que muitas vezes, até faltamos com misericórdia para conosco mesmos. Mas, não podemos desanimar: Deus nos ajuda com Sua graça! É preciso saber se ver, se aceitar, e, com o auxílio da graça ir vencendo nossa miséria. É uma tarefa que cabe a Deus realizar em nós. A nós cabe se entregar em Suas mãos. Jesus disse que quem perseverar até o fim, vai ser salvo. É essa misericórdia de Deus para conosco que nos sustenta e consola.

Não percamos mais tempo. Vamos ao encontro de nosso Divino Amigo. Abramos o nosso coração para recebê-lo e com Ele fazer uma experiência de Sua Misericórdia!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

História de Santo Antônio

Nesta noite tivemos o prazer de ouvir o  Helio falar sobre o nosso Padroeiro Santo Antonio ou Fernando Antônio de Bulhões, seu nome de nascença,  nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto do ano de 1195. De família nobre e rica, era filho único de Martinho de Bulhões, oficial do exercito de Dom Afonso e de Tereza Taveira. Sua formação inicial foi feita pelos cônegos da Catedral de Lisboa. Antônio gostava de estudar e de ficar mais recolhido.

Vida de Santo Antonio

Aos 19 anos entrou para o Mosteiro de São Vicente dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, contra a vontade de seu pai. Morou lá por 2 anos. Com uma grande biblioteca em mãos, Antônio avança na sua história pelo estudo e pela oração. É transferido para Coimbra, que é um importante centro de estudos de Portugal, ficando lá por 10 anos. Em Coimbra ele  foi ordenado sacerdote. Logo se viu o dom da palavra que transbordava do jovem padre agostiniano. Ele tinha conhecimento e grande poder de pregação.

O Padre Agostiniano torna-se frei Franciscano

Em Coimbra o Padre Antônio conhece os freis franciscanos, entusiasma-se pelo fervor e radicalidade com que estes viviam o Evangelho e, pouco depois, torna-se Frei Antônio, mudando-se para o mosteiro de São Francisco de Assis.

O Encontro de Santo Antonio com São Francisco de Assis

Santo Antonio faz o pedido de ir para o Marrocos pregar o evangelho e os Franciscanos permitem. No meio do caminho, porém, Frei Antônio fica muito doente e é forçado a voltar para Portugal. Na viagem de volta, o barco é desviado e vai para Itália, terminando por parar na Sicília, em um grande encontro de mais de 5 mil frades franciscanos chamado Capítulo das Esteiras. Lá, Antônio conhece pessoalmente São Francisco de Assis. A mão de Deus o tinha guiado por caminhos diferentes.

A luz deve brilhar para todos

Após conhecer São Francisco, Frei Antônio passa 15 meses como um eremita no monte Paolo. São Francisco enxerga os dons que Deus deu a ele, chama-o de Frei Antônio, meu Bispo e o encarrega da formação teológica dos irmãos do Mosteiro.

No capítulo geral da ordem dos franciscanos ele é enviado a Roma para tratar de assuntos da ordem com o Papa Gregório IX, que fica impressionado com sua inteligência e eloquência e o chama de Arca do Testamento.

Tinha uma força irresistível com as palavras e São Francisco o nomeou como o primeiro leitor de Teologia da Ordem. Em seguida, mandou-o estudar teologia para ensinar seus alunos e pregar ainda melhor. Juntavam-se as vezes mais de 30 mil pessoas para ouvi-lo pregar, e muitos milagres aconteciam. Após a morte de São Francisco, ele foi enviado a Roma para apresentar ao Papa a Regra da Ordem de São Francisco.

Milagres Santo Antonio

Protetor das coisas perdidas. Protetor dos casamentos. Protetor dos pobres. É o Santo dos milagres. Fez muitos ainda em vida. Durante suas pregações nas praças e igrejas, muitos cegos, surdos, coxos e muitos doentes ficavam curados. Redigiu os Sermões, tratados sobre a quaresma e os evangelhos, que estão impressos em dois grandes volumes de sua obra.

Falecimento

Santo Antônio morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231, com 36 anos. Por isso ele é conhecido também como Santo Antônio de Pádua. Antes de falecer nas portas de Pádua, Santo Antônio diz: ó Virgem gloriosa que estais acima das estrelas. E completou, estou vendo o meu Senhor. Em seguida, faleceu.

Os meninos da cidade logo saíram a dar a notícia: o Santo morreu. E em Lisboa os sinos das igrejas começaram a repicar sozinhos e só depois o povo soube da morte do Santo. Ele também é chamado de Santo Antônio de Lisboa, por ser sua cidade de origem.

Devoção a Santo Antonio

Aconteceram tantos milagres após sua morte, que onze meses após ele foi beatificado e canonizado. Quando seu corpo foi exumado, sua língua estava intacta. São Boaventura estava presente e disse que esse milagre era a prova de que sua pregação era inspirada por Deus. Está exposta até hoje na Basílica de Santo Antônio na cidade de Pádua. 

Sua canonização foi realizada pelo Papa Gregório IX, na catedral de Espoleto, em 30 de maio de 1232, sendo o processo mais rápido da história da Igreja.

Em 1934 foi declarado Padroeiro de Portugal.

Em 1946 foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XII.

Oração  a Santo Antonio

Meu querido Santo Antônio dos mais carinhosos, o vosso ardente amor a Deus, as vossas sublimes virtudes e grande caridade para o próximo, vos mereceram durante a vida o poder de fazer milagres espantosos. Nada vos era impossível senão deixar de sentir compaixão pelos que necessitavam da vossa eficaz intercessão. A vós recorremos e vos imploramos que nos obtenhais a  graça especial que nesse momento pedimos. Ó bondoso e santo taumaturgo, cujo coração estava sempre cheio de simpatia pelos homens, segredai as nossas preces ao Menino Jesus, que tanto gostava de repousar nos vossos braços. Uma palavra vossa nos obterá  as mercês que pedimos.

Responsório de Santo Antônio.

Se milagres desejais

Recorrei a Santo Antônio

Vereis fugir o demônio

E as tentações infernais.

Recupera-se o perdido

Rompe-se a dura prisão

E no auge do furacão

Cede o mar embravecido.

Pela sua intercessão

Foge a peste, o erro a morte

O fraco torna-se forte

E torna-se o enfermo são.

Todos os males humanos

Se moderam e retiram

Digam-no aqueles que o viram

E digam-nos os paduanos.

Rogai por nós Santo Antônio, para que sejamos dignos das promessas de Cristo

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Como esta seu relacionamento com o Espírito Santo

Hoje o irmão Silvio falou um pouco sobre o Espírito Santo e nos fez refletir a real importancia dele em nossa vida e o quanto o priorizamos.

Segue um pouco sobre o tema.

Só podemos amar a quem conhecemos, ainda que seja um conhecimento superficial, virtual ou à distância, tipo telecurso. O fato é que tem gente que quanto mais conhecemos mais amamos e outros que na medida em que conhecemos, é diretamente proporcional ao tanto que nos afastamos. Tem gente que não é flor que se cheire mesmo.

Todo mundo conhece Deus, ao menos de ouvir falar, só tem um probleminha, Deus não quer um relacionamento superficial com você e comigo, Ele quer aliança, compromisso, intimidade de amigo mais chegado. Deus é daquele tipo de pessoa que quanto mais você conhece, mais você ama e mais é amado por Ele.

E o Espírito Santo? Você conhece? Talvez você saiba o basicão, do tipo: Ele é Deus, Ele apareceu no batismo de Jesus em forma de pomba, e alguns cristãos praticam um ritual se benzendo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. É pouco. Bem pouco.

O Espírito Santo é uma pessoa, tão real quanto eu e você. Ele é doce, manso, suave, companheiro, intercessor, professor, consolador e mora nos corações de todos quantos reconhecem Jesus como único Salvador.

Quem apresentou o Espírito Santo aos discípulos e a nós (por via de consequência) foi Jesus. Estava chegando a hora em que Jesus seria entregue como sacrifício vivo pelos nossos pecados e Ele reuniu Seus discípulos para vários conselhos. Nesta ocasião, Jesus nos apresentou o Espírito Santo de Deus e disse: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” (João 16:7-8). O Consolador. Um Consolador conselheiro, a Ele cabe a missão de nos convencer do pecado, da justiça e do juízo, mas o que é exatamente isso?

É o seguinte, todos nós sempre nos damos razão em tudo, você já percebeu? Sempre achamos que os outros estão errados e nós os certinhos, é por isso que brigamos, porque as outras pessoas erram demais e acabam cansando nossa beleza. Só tem um probleminha, os outros são iguaizinhos a nós e também acham que sempre têm razão em tudo. O Espírito Santo nos convence que somos pecadores, que precisamos de Jesus para sermos salvos, que nem sempre temos razão e que a vida é curta demais para a gente ficar brigando e nos estressando por coisas pequenas.

É o Espírito de Deus que nos convence da justiça, que nos faz perceber que a justiça humana é falha, parcial e tardia, mas que é com a justiça de Deus que vamos acertar nossas contas, que um dia (cedo ou tarde) vamos estar diante do trono de Deus e da Justiça absoluta. É o Espírito Santo quem nos convence do juízo de Deus, nos faz entender que nada do que fazemos, dizemos ou omitimos ficará impune diante de Deus, que o Juízo Final não é CPI e não vai terminar em pizza.

Jesus se referia ao Espírito Santo como Consolador, aquele que nos consola em nossas dores. É Ele quem acalma as tempestades do coração, é Ele quem trata as feridas dos sentimentos, é Ele quem cura a alma. É o Espírito Santo que nos encoraja a continuar a lutar, quem não nos deixa desistir, quem fala em nosso íntimo. O volume da voz do Espírito de Deus em nossos corações vai depender da fonte de energia, se você alimentá-lo, Ele falará forte e claro, se, ao oposto, você enfraquecê-lo, profanando sua Aliança com Deus, então o volume da voz do Espírito será fraquinha mesmo e pode até ser emudecida.

O Espírito Santo nos ensina, nos lembra das lições aprendidas, nos traz à memória o que convém falar e quando devemos calar. É Ele quem sabe a medida de cada coração, de cada vida e intercede por nós junto ao trono de Deus.

Você sabe o que é intercessão? É pedir em favor de outra pessoa. Intercedemos a Deus por nossas famílias, amigos, trabalho e quem faz isso por nós diante de Deus é o Espírito Santo, até porque não existe melhor pessoa para fazê-lo, já que o Espírito Santo mora em nossos corações e conhece (por dentro) nossas fraquezas, o desejo do nosso coração e as besteiras que fazemos todos os dias.

Na verdade nem nós mesmos sabemos pedir a coisa certa no momento exato e quem faz isso por nós é o doce Espírito de Deus, veja: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.” (Romanos 8:26-27). Não sabemos pedir, confundimos sentimentos e alhos com bugalhos, nos deixamos enganar facilmente pelas aparências e misturamos as estações quando o assunto é amor/paixão.

O Espírito Santo é uma pessoa, tem sentimentos, fala, ama, se entristece, tem vontade própria e até sente ciúmes de nós. Duvida? Veja: “Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?” (Tiago 4:5). Ele zela por nós, está conosco todos os dias até a consumação dos séculos ou até partirmos para Deus e não quer nos dividir com outros deuses.

Aí você me diz: mas eu não adoro outros deuses e eu digo: adora, sim. Adorar outros deuses não é só se ajoelhar, invocar, louvar os deuses de outras religiões e povos. Você adora outros deuses quando dá mais valor ao seu carro, do que ao Espírito Santo, quando você “endeusa” seu filho, quando venera sua santa esposa, quando ama mais seus vícios do que a Deus e vício não é nem de longe só beber, fumar, se prostituir, vício é tudo o que excede o razoável. Ver TV pode ser mais nocivo do que parece. Cuidar da beleza, do corpo de forma desmedida, é tão vício quanto fumar, por exemplo, e pode fazer mal à saúde igualmente. Tudo o que é excesso, que impede nossa comunhão com Deus, é pecado.

Quando a gente peca, seja por acidente ou convicção, o Espírito Santo é entristecido, fica magoado conosco, veja: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” (Efésios 4:30-32).

Pecados como a ira, a cólera, gritaria, blasfêmia e malícia, são alguns dos pecados que entristecem o Espírito Santo e são porta de entrada para outros piores. A ira e a cólera fatalmente descambam para brigas e toda sorte de crimes contra a vida. A gritaria é pecado? Esta gritaria de quando você assiste o jogo e seu time faz um gol não é pecado, claro. A gritaria que é pecado é o xingamento, são palavrões impublicáveis, ofensas em geral. A malícia leva ao adultério, relações promíscuas e atrofiam a mente para as coisas saudáveis que se afastando para dar lugar ao pecado, por absoluta impossibilidade de convivência.

Nem precisamos falar do pecado da blasfêmia, ele é muito conhecido, principalmente entre os descrentes e os hereges, mas a blasfêmia é bem mais abrangente do que parece. Quando alguém está profetizando, ou orando em línguas, ou pregando e duvidamos que venha de Deus e é de Deus, cometemos o pecado da blasfêmia, é por isso que não podemos julgar, para não pecar, para evitar o “lutar contra Deus” do conselho de Gamaliel, lembra?

A misericórdia, a benignidade e o perdão são os melhores antídotos para a ira, cólera, gritaria, blasfêmia e malícia, que na verdade é o resumo de todos os pecados cometidos pelo homem.

O Espírito Santo é doce, mas é duro, tipo rapadura. Ele tem vontade própria e dá as ordens em nossas vidas. Foi o que aconteceu em Atos: “E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu. (Atos 16:6-7). Não se sabe a razão, mas o Espírito Santo não permitiu que os apóstolos pregassem o Evangelho na Ásia, que só mais tarde foi evangelizada. A mesma coisa aconteceu quando eles pretenderam ir para a Bitínia, também em missão de evangelização, e o Espírito Santo não permitiu.

O Espírito Santo é uma pessoa como você e eu, Ele tem sentimentos, vontades, e até ciúmes, igualzinho a gente. Ele é o Deus que habita em nossos corações, não é distante, não fica por fora do que nos acontece, e conhece cada intenção por trás das nossas atitudes. Não dá para mentir para Ele.

É um tremendo privilégio ter um Deus que habita em nós, é uma honra e uma senhora responsabilidade. Conhecendo este Deus que é manso e suave e ao mesmo tempo firme e exigente, nos ajudará em todas as situações que enfrentarmos nesta vida. As tempestades dos sentimentos, só Ele pode acalmar. Os desejos do coração, só Ele conhece e pode realizar. Os caminhos desta vida só podem ser suavizados pela presença deste Deus tão Poderoso e tão humilde, que vive em nós e nunca nos deixará sozinhos, ainda que todos nos abandonem, Ele nos ampara e protege. Conheça e ame o Espírito Santo e você verá a diferença que vai fazer em sua vida.

sábado, 1 de abril de 2017

O que é ser um Jovem Cristão

Nesta ultima quinta feira ( 30/03) nossa irmã Cristiane Ribeiro, nos mostrou o que é ser um jovem cristao hoje.

É estar no mundo, mas não ser do mundo.

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.” (Rom 12,2)

Um jovem de Deus vive a verdadeira alegria que vem de Deus. À falsa alegria que o mundo nos oferece dá-se o nome de euforia. Esta, é cheia de atrativos, prazerosa, nos deixa “alegres”. É um estado emocional de excitação momentânea que logo passa. Assim é a alegria que muitos jovens querem encontrar nas drogas, na vida promiscua, no álcool. Nessas ocasiões os jovens se sentem “alegres” cheios de energia, de bem com a vida. Quando o efeito passa, ou a balada acaba, vem o vazio, e as sequelas deixadas pelo mundo: jovens viciados, com a afetividade e a sexualidade estragadas, doentes fisica e espiritualmente, totalmente entregues ao pecado. A euforia mascara muitos problemas! Por trás dessa falsa alegria há um jovem com um grande vazio, precisando de ajuda, precisando ser preenchido pelo amor e a misericórdia de Deus!
“Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus”(Gal 5,19-21)

Um jovem de Deus se alegra no Senhor! Na carta de  Paulo ao Filipenses somos exortados: “alegrai-vos sempre no Senhor. Repito alegrai-vos!” (Fil 4,4)
Meus irmãos, essa alegria da qual  Paulo nos fala não é de estarmos sempre sorrindo. Essa alegria consiste em saber que mesmo nas preocupações, sofrimentos, tribulações há um Pai que sofre conosco, que nos acolhe e nos dá a mão. Ou seja, um Deus que se alegra e sofre conosco nas tribulações. Quer um amigo para lhe consolar? Fale com Deus, ore! Alegre-se por ter um Deus que ouve suas orações.
Não existe santidade sem renuncia e combate espiritual. O caminho da perfeição passa pela cruz. Por isso, os jovens de Deus recebem um dos dons mais belos do Espírito Santo: o dom da Fortaleza. Ele é o dom da coragem e da força espiritual para sermos jovens de Deus, testemunhas vivas de Deus, em especial nos momentos mais difíceis de nossas vidas.
Os jovens de Deus têm a Sabedoria Divina, para entender que seu corpo não pode ser usado como um objeto que pode estar em qualquer lugar, viver de qualquer jeito, porque nosso corpo é templo do Espírito Santo!
“Ou não sabeis que vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?” (ICor 6,19)
Deus não capacitou você jovem para “passar o rodo” como nos pede as “baladas”, fazendo de nós objetos de relacionamentos descartáveis (usa e joga fora). Deus os escolheu e  capacitou para “lançar as redes” e ser pescadores de jovens, levando a Boa Nova de Jesus, avivando a chama do Espírito Santo no coração de cada um!
Deus não quer tirar sua liberdade! Cristo nos libertou ao se entregar até a morte na cruz para que sejam jovens livres, e não “livres” na escravidão do mundo!
Queridos irmãos, Deus não aceita o pecado, mas acolhe o pecador. Entregue o seu coração para Deus hoje. Consagre sua vida a Deus a cada dia.
Jovem diga hoje:

Meu Deus, eu preciso de Ti. Eu me arrependo de minhas fraquezas, dos meus pecados e tentações e te entrego hoje o meu coração!
Receba o meu coração Jesus. Cure minhas feridas, me dê uma Vida Nova, uma vida totalmente entregue a Ti. Eu quero ser um jovem que viva só para Ti. Restaura minha vida Senhor, me ajude a renunciar a todas as coisas que não agradam o Teu coração. Eu assumo que o Senhor é o Senhor da minha vida. Ajuda-me a esperar em Ti, a sofrer suas demoras, pois hoje eu sei que é pelo fogo que se experimenta o ouro e a prata. Aviva os dons que recebi de Ti Senhor, para que eu viva plenamente a vida cristã, a vida de um Jovem de Deus!
Amém! 

“SENHOR, FAZEI DE MIM UM INSTRUMENTO EM TUAS MÃOS!” 

domingo, 19 de março de 2017

Você obedeceria?

Você obedeceria?
Eram aproximadamente 22:00 horas quando um jovem
começou a se dirigir para casa.
Sentado no seu carro, ele começou a
pedir:
- 'Deus! Se ainda falas com as pessoas, fale comigo.
Eu irei ouvi-lo.
Farei tudo para obedecê-lo'
Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito estranho:
- 'Pare e compre um galão de leite'..
Ele balançou a cabeça e falou alto:
- 'Deus? É o Senhor?'.
Ele não obteve resposta e continuou
dirigindo-se para casa.
Porém, novamente, surgiu o pensamento:
-
'Compre um galão de leite'.
'Muito bem, Deus! No caso de ser o
Senhor, eu comprarei o leite'.
Isso não parece ser um teste de
obediência muito difícil...
Ele poderia também usar o leite.
O jovem parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa.
Quando ele passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido:
- 'Vire naquela rua'.
Isso é loucura...
- pensou e, passou direto pelo retorno.
Novamente ele sentiu que deveria ter virado na sétima rua..
No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua.

Meio brincalhão ele falou alto
- 'Muito bem, Deus. Eu farei'.

Ele passou por algumas quadras quando de repente sentiu que devia
parar.
Ele brecou e olhou em volta.
Era uma área mista de comércio e residência.
Não era a melhor área, mas também não era a pior da vizinhança.
Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estavam
escuras, como se as pessoas já tivessem ido dormir, exceto uma do outro lado que estava acesa.
Novamente, ele sentiu algo:
- 'Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela casa do outro lado da rua'.
O jovem olhou a casa.
Ele começou a abrir a porta mas voltou a sentar-se. -' Senhor, isso é
loucura.
Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?'.

Mais uma vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite.
Finalmente,ele abriu a porta.....
- ' Muito Bem, Deus, se é o Senhor,
eu irei e entregarei o leite àquelas pessoas.
Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem.
Eu quero ser obediente.

Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo, se eles não responderem
imediatamente, eu vou embora daqui'.
Ele atravessou a rua e tocou a campainha..
Ele pôde ouvir um barulho vindo de
dentro, parecido com o choro de uma criança.
A voz de um homem soou alto:
- 'Quem está aí? O que você quer?'
A porta abriu-se antes que o jovem pudesse fugir.
Em pé, estava um homem vestido de jeans e camiseta.
Ele tinha um olhar estranho e não parecia feliz em ver um desconhecido em pé na sua soleira.
- 'O que é?'.
O jovem entregou-lhe o galão de leite.
- 'Comprei isto para vocês'.
O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto.
Depois, uma mulher passou pelo corredor carregando o leite e foi para a cozinha.

O homem a seguia segurando nos braços uma criança que chorava.

Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a falar, meio soluçando:
- 'Nós oramos..
Tínhamos muitas contas para pagar
este mês e o nosso dinheiro havia acabado.
Não tínhamos mais leite para o nosso bebê.
Apenas orei e pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de conseguir leite.
Sua esposa gritou lá da cozinha:
- 'Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco de leite...
Você é um anjo?'
O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e colocou-o na mão do homem..
Ele voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face..
Ele teve certeza que Deus ainda responde aos verdadeiros pedidos.
Agora, um simples teste para você:
- Se você acredita em Deus, mande esta mensagem para todos os seus
amigos, inclusive para a mesma pessoa que te mandou.
Quanto tempo você leva para parar um pouquinho e ouvir Deus?

Recebi de um amigo e estou repassando.. . é  uma história muito
linda ....
E
Essa semana Deus falou pra mim "Filho(a) tenha FÉ que pra DEUS nada é impossível basta você crer?

domingo, 12 de março de 2017

A liçao do fogo

Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades.
 
Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. 
 Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.
 
Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.
 
Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. 
 
Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.
 
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. 
 
O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.
 
Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: -Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Mulheres da Biblia - parte 2/2

Maria, mãe de Jesus. Maria nasceu em Jerusalém, descendente de família sacerdotal (Joaquim e Ana), desposada com José, homem justo, da linhagem de Davi. (Lc 1,27). O casamento judaico tinha duas etapas: `erusim´: os noivos se comprometiam perante a família e algumas testemunhas, mas não iam viver juntos. Se houvesse relação sexual nesse período, os noivos eram censurados e se a moça tivesse relação sexual com outro homem seria acusada de adultério e apedrejada. Após um ano de compromisso, os noivos se casavam numa cerimônia conhecida como `nisuim´, e iam residir juntos, a fim de constituir família. Quando lemos Lc 1, 26-38 ficamos sabendo que Maria engravidou após o 'erusim' e em Mt 1, 18-19, que José tencionava abandoná-la secretamente, a fim de que não fosse apedrejada. Foi quando ele teve um aviso em sonho de que Maria era inocente (Mt 1, 18-20). Visitando Isabel, Maria louva Deus pelas maravilhas que sente e vê: Minha alma engrandece o Senhor... (Lc 1,46-55). Permaneceu três meses com Isabel e logo  voltou para Nazaré.

Após o nascimento de Jesus em Belém, teve que fugir de Herodes, refugiando-se no Egito e regressando após o hediondo massacre dos inocentes (Mt 2, 19-22). Um dia, até perdeu Jesus em Jerusalém, quando ele tinha apenas 12 anos de idade... e o encontra no Templo. Maria repreende Jesus e ele lhe responde: Por que me procuráveis?... Não sabíeis que devo me ocupar com as coisas  de meu Pai? (Lc 2,41-49). Maria é uma mulher judia de vida santa e irrepreensível. Nas Bodas de Caná a encontramos dizendo a Jesus que o vinho acabara, esperando que Ele resolvesse o problema. Temos uma frase desta bendita mulher: Façam tudo o que Ele (Jesus) vos mandar! (Jo 2,5) e uma oração: o Magnificat.

Mãe de Tiago e JoãoEntão se aproximou dEle a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-O, e fazendo-Lhe um pedido: ordena que meus dois filhos se assentem contigo no Reino... (Mt 20, 20-21). Boa mãe, mas ambiciosa por pensar só nos seus filhos...

Mulher Cananeia: pagã que busca insistentemente a cura da sua filha: Ó mulher, grande é tua fé, seja feito o que desejas! (Mt 15, 28).

Mulher com fluxo de Sangue. Quando ela ouviu falar de Jesus, meteu-se entre a multidão, e chegando por trás tocou na roupa dele. Ela pensava: Se tocar nas suas vestes, sararei... (Mc 5, 27-28). Mulher doente e excluída.., 

Maria Madalena. Com ele iam os Doze e também algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus ou de doenças:Maria, chamada a Madalena, da qual tinham saído sete demônios(Lc 8,2). Mulher forte, amiga de Jesus e primeira a anunciar a Ressurreição do Senhor... Seus olhos viram o mistério da divindade!...

Joana. Jesus viajava de cidade em cidade, de povoado em povoado, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus... Com ele iam os Doze e também algumas mulheres: Maria, chamada a Madalena... Joana, esposa de Cuza, um administrador de Herodes; Suzana, e muitas outras, que lhe prestavam ajuda com seus bens.(Lc 8,1-3). Mulher importante, discípula do Senhor...

LydiaUma delas, chamada Lídia,vendedora de púrpura... também nos escutava. Pois o Senhor abriu o seu coração, para que estivesse atenta ao que Paulo dizia (At 16, 14). Muitas mulheres da Bíblia foram chamadas pelo Senhor para que seu plano se tornasse realidade. A Europa precisava ser evangelizada e a semente do evangelho foi lançada por Paulo, através desta mulher forte. Foi em Filipos, lugar improvável para a Palavra de Deus ser semeada, que Lydia ouviu de Paulo as palavras do Shemá: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças(Dt 6,4). Acreditou em Jesus!

Loide. Lembra-te da fé sincera que está no teu íntimo e que também foi a de tua avó Lóide e tua mãe Eunice... (2 Tm 1, 5). Lóide recebeu das mãos do Senhor uma preciosidade rara, a transmissão da fé para Eunice, sua filha, e depois para Timóteo, seu neto, discípulo de Paulo...

Priscila. Saudai a Priscila e a Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus: eles arriscaram a cabeça por minha vida... (Rm 16, 3-4). Casal que arriscou a própria vida para salvar a de Paulo que, vindo de Atenas para Corinto, conheceu este casal, ficando com eles, pois tinham o mesmo ofício: fabricantes de tendas (At 18, 3). Priscila foi uma grande evangelizadora primeiro em Roma e depois em Corinto e Éfeso);trabalhadora (ajudava o marido na confecção de tendas e artigos de couro); hospitaleira (convidou o apóstolo Paulo para ficar em sua casa); mulher de fé (mesmo sofrendo perseguição não desanimou); serva do Senhor e boa instrutora de Apolo.

Quando vejo esta multidão e diversidade de mulheres que se destacaram no AT pela sua coragem e liderança e no NT pela fé e o serviço, percebo Deus se fazendo presente nas mulheres de todos os tempos: mães, profetas e rainhas; jovens e outras não tão jovens. Mulheres sofredoras, estéreis, sábias, simples e importantes... Mulheres anônimas, que nunca tiveram seus nomes revelados; mulheres amigas, bonitas, generosas e prontas para ofertar a própria vida ou mesmo até suas últimas moedas ou o mais caro dos perfume... Mulheres de ontem e de hoje, mas todas envolvidas na história de salvação e na salvação da nossa pobre e humana história.

Uma pergunta: Você conhece mulheres assim?